domingo, 17 de janeiro de 2010

Linhos e linhas nas linhas da alma.
O artesanato das mãos atingia as origens de nossas causas.
O que bordávamos no pano bordávamos mesmo era dentro de nós.
Em cada desenho entrelaçado de linhas,o entrelaçamento das
tramas que são próprias da vida real.
Os ciúmes,os desejos secretos,os medos sem causas,
os justificáveis.
Em cada linha e cor,um respiro de esperança,um pedacinho de dor.
Sou mulher de bordados extensos.
Nunca temi a demora das tramas.
Enquanto isso eu envelheço.
(.............)
Padre Fábio de Melo
Mulheres de Aço e de Flores.

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